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Nota à população em relação ao estudo francês sobre linfomas anaplásticos de grandes células associados às próteses mamárias

Postado por: Etienne
19 nov

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Sociedade Brasileira de Mastologia vem por meio desse comunicado esclarecer que, em relação ao estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Câncer da França, e com base nos dados de conhecimento global desse e dos demais estudos analizados até o presente momento, não há necessidade de alarme em relação a riscos oncológicos ou em relação a outras doenças que possam ser provocadas pelas próteses mamárias.

O linfoma anaplásico de grandes células associado às próteses mamárias é um subtipo bastante raro de linfoma de células T, que se estima possa surgir um caso em cada 500 mil mulheres com próteses. Apesar da sua raridade, houve um sinal de alerta na França em relação a um possível aumento no número de casos diagnosticados. Passaram de dois casos em 2012, para 11 em 2014.

Apesar do pequeno número de casos reportados em pacientes portadoras de implantes mamários, não é possível no presente momento e com base nos dados analizados, estabelecer um nexo causal claro entre os implantes mamários e o aparecimento dessa condição.

O silicone presente nas próteses mamárias é um elastômero e a sua viscosidade depende da sua massa molecular. Desde que foram lançadas estas próteses em 1962, foram criadas diversas gerações com diferentes viscosidades e texturizações no seu revestimento. As próteses atuais são de gel mais coesivo, com diversas camadas, o que permite que mantenham sua forma tanto na cirurgia estética quanto na reconstrução mamária.

É preciso ressaltar que as próteses mamárias são, entre todas as próteses implantadas no corpo humano com diferentes finalidades médicas, aquelas que foram mais extensivamente estudadas na literatura científica. Elas vem sendo implantadas em todo o mundo há muitas décadas e a sua segurança continuamente avaliada. São conhecidos muitos benefícios da sua utilização para a saúde e o bem estar global das pacientes, assim como os impactos positivos do seu emprego para a população. Além disso, o silicone está na composição de diversos outros produtos da área médica, inclusive catéteres de quimioterapia, sem que nenhum problema de saúde tenha sido até hoje relatado em relação ao surgimento de doenças ou piora delas.

Nos poucos casos até hoje relatados na literatura, a maioria das pacientes aparecem com seromas (líquido ao redor da prótese) de aparecimento tardio, na forma de aumento de volume local. A grande maioria destas pacientes foram curadas apenas com a remoção da prótese e da cápsula ao seu redor. Apenas em um número pequeno de casos foi necessário realizar o tratamento sistêmico com quimioterapia ou complementação com radioterapia. A chance de cura com os tratamentos neste tipo de linfoma passa de 90%.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e a Sociedade Brasileira de Mastologia reiteram o seu compromisso de vigilância e monitoramento constante de quaisquer informações que venham a afetar direta ou indiretamente a saúde e a segurança das pacientes sob os cuidados dos membros de ambas as especialidades.

É fundamental que quaisquer novos dados sejam analisados à luz de seus impactos para a saúde da população, levando em consideração os riscos potenciais envolvidos versus os benefícios conhecidos das terapêuticas empregadas.

Portanto, não há nenhum dado até o presente momento que justifique qualquer mudança de postura ou intranquilidade por parte das pacientes portadoras de implantes mamários, sejam elas oriundas de cirurgias estéticas ou reconstrutoras. Devem essas pacientes apenas seguir com a realização de exame clínico mamário e exames de imagem regulares, o que é fundamental e recomendável em mulheres adultas independentemente de serem ou não portadoras de implantes mamários fazerem os exames periódicos;

 

João de Moraes Prado Neto

Presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

 

Ruffo de Freitas Júnior

Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia

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Lembra das festas de Botox , beesting lábio e botinhas Nicki Minaj ? Se o seu interesse por esses visuais mais dramáticos diminuiu devido à pandemia, você certamente não é o único. Engraçado como usar máscaras e ver seus botões no Zoom em vez de pessoalmente muda como você quer gastar o dinheiro daquele fundo de "aperfeiçoamento pessoal" que você tem economizado para um dia chuvoso!

De acordo com o cirurgião plástico certificado Dr. Elliot Hirsch , Chefe de Cirurgia Plástica do Providence Cedars-Sinai Tarzana Medical Center, os rostos e físicos cosmeticamente alterados de 2021 parecerão muito diferentes do que eram nos anos anteriores - em parte devido às preocupações com o coronavírus transmissão e em parte porque os pacientes estão menos dispostos a correr riscos em procedimentos mais arriscados, visto que a saúde está na cabeça de todos. Em uma entrevista exclusiva com The List , Hirsch forneceu um resumo de como as tendências da cirurgia estética estarão fora de moda em 2021.

 

ocê pode colocar seu tênis de cintura no eBay, porque, de acordo com Hirsh, aquela figura exagerada de ampulheta não está mais na moda. Ele prevê uma diminuição nos pedidos de implantes de mama e bunda grandesem 2021 - principalmente por questões de segurança. "Nossas pacientes de aumento de mama estão pedindo implantes menores e mais naturais", explicou Hirsch. "Isso é em parte por razões cosméticas e em parte por segurança, já que é bem sabido que grandes implantes podem esticar a pele da mama e causar problemas mais tarde." Não apenas muitas mulheres estão optando por acréscimos menores ao seu decote existente, mas muitas também estão agendando procedimentos para remover seus implantes, acrescentou Hirsch. "Muitos pacientes também estão optando por remover os implantes por vários motivos, incluindo idade e problemas de saúde", explicou ele.

Abaixo da cintura, Hirsch está vendo a mesma tendência, pelos mesmos motivos. “Os pacientes que querem elevadores de bumbum estão pedindo tamanhos menores, com mais ênfase na forma do que no volume”, disse ele. "Isso é muito importante do ponto de vista de segurança, já que um elevador de bunda brasileiro tem o maior risco de morte de todos os procedimentos de cirurgia plástica, com taxas relatadas de até um em 3.000." Por que o procedimento é tão perigoso? Hirsch disse que a gordura que entra nos vasos sanguíneos durante a injeção é perigosa. Uma alternativa mais segura é colocar “a gordura mais acima do músculo, o que limita o volume, mas permite contornar e modelar com maior segurança”, explicou.

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Sabe como aquele seu colega de trabalho saiu para um "spa de férias" na América do Sul e voltou com um pescoço novo? Espere menos histórias como essa no próximo ano, porque o turismo médico está em declínio, disse Hirsch. "Ouvimos e vimos histórias de terror de pessoas que foram para o exterior fazer cirurgia plástica, para lugares como Costa Rica, México, Porto Rico. A palavra se espalhou, porém, e os pacientes estão nos dizendo que simplesmente não vale a pena, e acaba custando mais do que simplesmente procurar um cirurgião plástico local no final das complicações ”, explicou. Também não vamos esquecer a força que a pandemia jogou nos planos de viagem de todos, acrescentou Hirsch. "Com a COVID tornando as viagens internacionais quase impossíveis, os pacientes estão voltando para opções de cirurgia mais seguras em casa, com a garantia de que

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